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Telessaúde e dados do SUS fortalecem vigilância contra doenças tropicais

Mesa no MEDTROP 2026 em Brasília mostrou telessaúde, interoperabilidade, georreferenciamento e proteção de dados aplicados à Amazônia e territórios vulneráveis.

Redação POLITICA.NEWS20 de ago. de 2026 · 18h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Telessaúde e dados do SUS fortalecem vigilância contra doenças tropicais
Reprodução: agenciagov.ebc.com.br

Telessaúde, interoperabilidade, georreferenciamento e proteção de dados foram debatidos na mesa “Transformação Digital no SUS e o Enfrentamento das Doenças Tropicais” no MEDTROP 2026, em Brasília.

As ferramentas digitais podem ampliar diagnóstico em áreas remotas, monitorar surtos e identificar áreas de risco, com exemplos na Amazônia Legal e em Altamira (PA).

João Pedro Braga Félix, diretor do Departamento de Inovação em Saúde Digital da SEIDIGI, defendeu telessaúde e telediagnóstico como apoio à rede de atenção em territórios com escassez de profissionais.

Foram citadas modalidades específicas: teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico e teleorientação, e a necessidade de diagnóstico situacional antes da implantação.

Joselio Emar de Araújo Queiroz, consultor técnico da SEIDIGI, explicou o papel da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) na interoperabilidade e na disponibilização de informações para cidadãos, profissionais e gestores.

Com dados harmonizados e padronizados na RNDS, disse Joselio, é possível reduzir o intervalo entre primeiro sinal e resposta da vigilância e transformar informação em inteligência.

Leandro Manassi Panitz, coordenador‑geral da SEIDIGI, apresentou a Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE‑MS) e demonstrou mapas que cruzam casos prováveis de arboviroses com temperatura e umidade.

Em Altamira (PA) a plataforma mostrou comunidades indígenas e quilombolas, focos de incêndio e estabelecimentos de saúde, visando identificar áreas de risco e subsidiar decisões.

A analista jurídica Isabel Bispo ressaltou que dados pessoais de saúde são sensíveis e que é preciso garantir qualidade e minimização de identificação desde o registro até o compartilhamento.

"A telessaúde precisa deixar de ser vista apenas como uma ferramenta e passar a atuar como um sistema de apoio à rede de atenção à saúde", afirmou João Pedro Braga Félix.

"Não adianta termos muitos dados se eles não forem fidedignos; para gerar transformação, o dado precisa ter qualidade", afirmou Isabel Bispo.

Próximo passo apontado na mesa: adaptar implantação de telessaúde e interoperabilidade às necessidades e à infraestrutura de cada território, priorizando continuidade do cuidado.