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Cadastros viram gargalo na preparação das empresas para a Reforma Tributária

Transição até 2033 exige dados sobre produtos, clientes e fornecedores; inclusão de IBS e CBS entra em 2026.

Redação POLITICA.GO23 de ago. de 2026 · 14h324 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Cadastros viram gargalo na preparação das empresas para a Reforma Tributária
Americans for Tax Reform (Public domain) via Wikimedia Commons

A qualidade e a atualização dos cadastros tornaram‑se o principal gargalo para empresas na preparação para a Reforma Tributária.

A mudança para Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) federal e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) compartilhado aumenta a necessidade de informações precisas; a transição seguirá até 2033 e, em 2026, a inclusão de dados sobre IBS e CBS passou a integrar a preparação operacional.

Sistemas de gestão, faturamento e emissão de documentos fiscais precisam receber novos campos para IBS e CBS e integrar documentos eletrônicos, enquanto empresas revisam cadastros de produtos, classificações fiscais, descrições, atributos, clientes, fornecedores e estabelecimentos.

Um levantamento da Roit mostrou que apenas 1% das médias e grandes empresas considera a área de tecnologia pronta para a transição; 37% ainda não haviam revisado contratos com clientes e fornecedores, e 36% apenas começavam esse processo.

A própria estrutura normativa prevê integração entre administrações tributárias e o Comitê Gestor do IBS, usando cadastros como CPF, CNPJ e o Cadastro Imobiliário Brasileiro, o que torna crítico evitar descrições genéricas, dados duplicados e classificações desatualizadas.

A cadeia de fornecedores preocupa: 82% dos entrevistados consideram que seus principais fornecedores não estão ou estão pouco preparados para a Reforma Tributária, elevando o risco de informações incorretas entre empresas.

A preparação não deve ser tratada apenas como projeto de tecnologia; áreas fiscal, contábil, financeira, comercial, jurídica e de compras precisam revisar bases de dados e governaça para garantir consistência entre sistemas.

A regulamentação ainda em definição aumenta o risco de retrabalho: empresas podem ter que adaptar processos várias vezes à medida que normas complementares e definições técnicas forem publicadas, por isso a recomendação é manter revisão contínua e acompanhamento normativo.

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