Caiado promete juros a 6% e critica governo por “roubar o futuro”
Em Araçatuba, presidenciável do PSD apresentou metas econômicas e falou de saúde, agronegócio e articulação política

Ronaldo Caiado (PSD) criticou o governo federal em Araçatuba (SP), nesta sexta (21), e afirmou que ele “roubou o futuro do Brasil”.
Como meta de governo, Caiado disse que reduzirá a taxa de juros para 6% ao ano e manterá a inflação entre 3% e 4%.
O presidenciável participou de encontro com lideranças do agronegócio no auditório do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran) e lançou a candidatura de Dilador Borges (PSD) a deputado estadual.
Caiado afirmou que encontrará problemas na economia, na segurança pública, na educação e na saúde e chamou o atual quadro de “crise econômica devastadora”.
Ele criticou o custo do crédito, classificou as taxas atuais como “taxa de agiotagem” e disse que isso compromete comércio, indústria, varejo e agropecuária.
Para exemplificar o impacto, citou a possibilidade de parcelar uma pizza em seis vezes por plataformas de entrega e disse que o endividamento pressiona compradores e vendedores.
Sobre a saúde, afirmou que a União reduziu sua participação nos repasses de 62% para 40% e que as Unidades Básicas de Saúde estão “estranguladas”.
Caiado prometeu recompor a participação federal no custeio da saúde, sem critérios seletivos ou partidários, abrangendo atenção básica e média e alta complexidade.
No agronegócio, disse que retomará a discussão sobre seguro rural, abrirá novos mercados e reduzirá dependência de um único grande comprador.
Citou medidas: oferta de insumos a preços compatíveis, aumento da produção nacional de fertilizantes nitrogenados e redução da dependência de importações de cloreto de potássio e fósforo.
Defendeu investimentos em rodovias, ferrovias e integração com hidrovias para garantir logística e renda ao produtor, visando as safras de 2026 e 2027.
Durante a entrevista estavam presentes Gilberto Kassab, candidato a vice e presidente nacional do PSD, Dilador Borges e o deputado federal Arnaldo Jardim.
Caiado mencionou os economistas Armínio Fraga e Afif Domingos como convidados para compor um eventual governo.