Câmara de Anápolis participa da 2ª oficina do diagnóstico do Plano Diretor
Presidente Andreia Rezende destacou comissão inédita de 23 vereadores e entrega de sugestões após mais de dez reuniões

A Câmara Municipal de Anápolis participou nesta quinta-feira (17.set) da 2ª Oficina Técnica do Estudo de Macroestruturação Estratégica, no auditório do Centro Administrativo Adhemar Santillo.
A participação do Legislativo já gerou um documento com sugestões entregue à Secretaria de Obras, ao Comcidade e à UrbTec, após mais de dez reuniões com representantes da sociedade.
A presidente da Câmara, vereadora Andreia Rezende (Avante), lembrou que a Casa antecipou o diagnóstico do Plano Diretor e criou uma comissão especial presidida pelo vereador Wederson Lopes (UB), com os 23 vereadores da atual legislatura.
A oficina foi coordenada pelo secretário de Obras, Planejamento Urbano, Habitação e Meio Ambiente e presidente do Conselho da Cidade, Thiago de Sá Lima; o diagnóstico foi apresentado pelo engenheiro civil Douglas Viero, da UrbTec Engenharia.
Participaram também o vereador Reamilton do Autismo (Podemos), o promotor Alberto Francisco Cachuba Júnior, secretários, diretores, assessores técnicos, conselheiros municipais, universidades e representantes de movimentos populares.
O Estudo de Macroestruturação Estratégica reúne a revisão do Plano Diretor Municipal, a atualização do Plano de Mobilidade Urbana, a elaboração de um Masterplan, o Plano de Ação Climática e o Plano Municipal de Arborização Urbana.
Thiago Lima disse que o diagnóstico da UrbTec levou seis meses e é "completo nos quesitos urbanísticos e ambientais", com foco em planejar o sistema viário antes do crescimento da cidade.
O promotor Alberto Cachuba afirmou que o Ministério Público apresenta sugestões para garantir continuidade administrativa do plano, e Douglas Viero afirmou que as oficinas participativas vão definir diretrizes para os próximos dez anos.
A líder comunitária Édna Almeida, do Recanto da Lapa, pediu regulamentação fundiária para 62 famílias e reclamou de poeira, agrotóxicos e alagamentos próximos a um terreno da JBS.
A previsão é que as propostas se tornem projeto de lei e sejam encaminhadas à Câmara Municipal, com votação prevista para o início de 2027.