Correios pedem R$ 7 bilhões ao Tesouro com garantia da União
Operação com quatro bancos privados tem prazo de 15 anos, carência de 3 e segue em análise do Tesouro Nacional

Os Correios solicitaram empréstimo de R$ 7 bilhões ao Tesouro Nacional com garantia da União.
O financiamento prevê prazo de 15 anos, três anos de carência e taxa de 114,26% do CDI (≈16% ao ano); a aprovação depende da análise do Tesouro.
A operação foi formalizada com quatro bancos privados: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan; a distribuição dos recursos entre eles pode variar.
A companhia apresenta forte pressão nas contas: prejuízo acumulado no 1º semestre de 2026 de cerca de R$ 5,55 bilhões; no 2º trimestre o prejuízo foi R$ 2,39 bilhões, abaixo dos R$ 3,16 bilhões do 1º trimestre.
A receita líquida passou de R$ 3,86 bilhões no 1º trimestre para R$ 4,01 bilhões no 2º trimestre de 2026; o novo crédito integra o plano de reestruturação financeira e operacional dos Correios.
Em 2025 a estatal teve prejuízo anual de aproximadamente R$ 8,5 bilhões; em 2022 começou a série de resultados negativos que motivam a busca por financiamento.
Em 2025 os Correios contrataram R$ 12 bilhões com garantia da União; o Tribunal de Contas da União abriu análise sobre aquela operação e questionou a avaliação de riscos e o impacto sobre as contas públicas.
A empresa diz que o novo empréstimo amplia espaço financeiro enquanto implementa medidas de redução de despesas, revisão de contratos, reorganização interna e recuperação de receitas.
R$ 7 bilhões — novo pedido de empréstimo
15 anos — prazo de pagamento previsto
3 anos — carência antes da amortização
114,26% do CDI (≈16% a.a.) — taxa negociada
R$ 5,55 bilhões — prejuízo acumulado no 1º semestre de 2026
R$ 12 bilhões — operação de crédito contratada em 2025
O Tesouro Nacional ainda avaliará as condições e o impacto fiscal antes de conceder a garantia da União.