Crise do agro seca caixa de campanha; partidos têm milhões reservados
Empresário local diz ter recebido só 1/3 das encomendas; partidos grandes somam centenas de milhões para 2026 em Goiás

Empresário de impressão relata que recebeu apenas 1/3 das encomendas esperadas e teme não pagar empréstimos feitos para comprar máquinas na China.
Isso reduz a oferta de serviços de campanha locais exatamente quando partidos grandes têm verbas públicas massivas para gastar nas eleições de 2026.
O PL de Wilder Morais passou de R$ 288,5 milhões em 2022 para R$ 881,6 milhões; o PT de Luis Cesar Bueno saltou de R$ 503,3 milhões para R$ 615,3 milhões.
O União Brasil ligado a Gracinha Caiado caiu de R$ 782,5 milhões para R$ 526,2 milhões; o PSD associado a Ronaldo Caiado subiu de R$ 350 milhões para R$ 421 milhões; o MDB de Daniel Vilela foi de R$ 363,2 milhões para R$ 400 milhões.
O grosso do dinheiro que circula nas campanhas é não declarado: material off, pagamento a adesistas, locação de carros e outras despesas fora do alcance das autoridades.
O Tribunal Superior Eleitoral fixou limites de gastos: governador R$ 11,5 milhões no 1º turno e R$ 5,8 milhões no 2º; senador R$ 4,4 milhões; deputado federal R$ 3,1 milhões; estadual R$ 1,2 milhão.
Para 2026, há menor oferta de caixa 1 e caixa 2 por medo de prisão, prestação de contas ruim e de doadores que aguardam as duas últimas semanas de setembro até o 1º domingo de outubro para liberar recursos.
“Nem para fazer coisa errada eu tenho sido procurado”, diz o empresário sobre a queda de pedidos em sua gráfica; o galpão está cheio de matéria-prima e máquinas modernas.