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Desmatamento: Cerrado cai 19% em agosto; Amazônia sobe 12%

Deter registrou 238 km² no Cerrado e 358 km² na Amazônia; governo criou áreas prioritárias de recarga hídrica no Cerrado.

Redação POLITICA.GO11 de set. de 2026 · 17h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Desmatamento: Cerrado cai 19% em agosto; Amazônia sobe 12%
Vitor Vieira Vasconcelos (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons

O alerta de desmatamento no Cerrado caiu 19% em agosto, para 238 km², ante 294 km² em agosto de 2025.

Na Amazônia, a área sob alerta subiu 12% em agosto, de 319 km² em 2025 para 358 km² em 2026; os dados foram apresentados nesta sexta-feira em São Paulo.

O sistema Deter, do Inpe, que gera esses alertas usados pelo governo para orientar fiscalização, foi a base do levantamento; os números oficiais anuais vêm do Prodes.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, assinou uma portaria criando as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (APRHIC) para concentrar conservação e recuperação da vegetação responsável pela recarga de aquíferos.

O mapeamento identificou 51,2% do Cerrado como prioritário para recarga hídrica; o estudo foi feito com participação de Yuri Salmona, diretor-executivo do Instituto Cerrados.

Meses de julho, agosto e setembro concentram os maiores alertas na Amazônia por coincidirem com a estação seca; no Cerrado a estiagem começa geralmente em maio e dura mais tempo.

O intervalo de referência do Inpe é 1º de agosto a 31 de julho; entre agosto de 2025 e julho de 2026 a Amazônia teve o menor índice de alertas desde o começo da série Deter, em 2015.

238 km² — área sob alerta no Cerrado em agosto de 2026

294 km² — área sob alerta no Cerrado em agosto de 2025

358 km² — área sob alerta na Amazônia em agosto de 2026

319 km² — área sob alerta na Amazônia em agosto de 2025

"Quando esse mecanismo apresenta as áreas prioritárias, permite organizar melhor os investimentos", disse o ministro João Paulo Capobianco ao assinar a portaria.

"Estamos dando subsídio científico para que a gestão pública seja feita não às cegas", afirmou Yuri Salmona sobre o mapeamento.

A portaria que cria as APRHIC também prevê uso do mapeamento em processos de licenciamento e uma segunda portaria regulamentou modalidades de pagamento por serviços ambientais para proprietários rurais preservarem áreas estratégicas.

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