Expresso Pequi, trem Goiânia–Brasília de 211 km, foi engavetado
Projeto previa 95 minutos de viagem a 160 km/h, custo entre R$7 bilhões e R$9 bilhões e necessidade de PPP.

O projeto Expresso Pequi — trem regional ligando Goiânia a Brasília — foi engavetado por falta de viabilidade financeira.
Os estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estimaram custos entre R$7 bilhões e R$7,85 bilhões em 2016, e R$9 bilhões em 2017, tornando necessária uma Parceria Público-Privada (PPP).
O trem teria 211 quilômetros, paradas em Anápolis, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, velocidade média de 160 km/h e trajeto previsto em 95 minutos (uma hora e meia).
A estimativa de demanda usou 2015 como base: mais de 40 milhões de passageiros no primeiro ano; o bilhete previsto entre 2015 e 2016 custaria cerca de R$80.
O modelo chegou a ser avaliado para entrar no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI); a proposta previa aporte conjunto da União e dos governos de Goiás e do Distrito Federal de aproximadamente R$2,9 bilhões.
Entre 2010 e 2017, governadores do Distrito Federal e de Goiás viajaram ao exterior buscando investidores; os estudos apontaram que a iniciativa privada só viria com aporte público.
211 km — extensão prevista da linha
160 km/h — velocidade média projetada
95 minutos — duração estimada do percurso
R$7 bilhões a R$7,85 bilhões — custo de implantação divulgado pela ANTT em junho de 2016 (sem/ com material rodante)
R$9 bilhões — projeção de custo em 2017
R$80 — preço estimado do bilhete entre 2015 e 2016
Mais de 40 milhões — passageiros previstos no primeiro ano (base 2015)
O professor Willy Gonzales, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília, afirmou que “a implantação do trem de alta velocidade traria impacto em toda região (Brasília-Anápolis-Goiânia) e fortaleceria ainda mais Anápolis”.