Fim da escala 6x1 pode custar R$ 6,6 bilhões por ano às prefeituras
Estimativa usa redução da jornada de 44 para 40 horas pela PEC 221/2019, aprovada pelo Senado em 14 de outubro

O fim da escala 6x1 pode custar cerca de R$ 6,6 bilhões por ano às prefeituras brasileiras.
Deste total, R$ 5,14 bilhões são relativos a contratos com empresas terceirizadas e R$ 1,49 bilhão a contratações diretas, o equivalente a cerca de 25,9 mil novos servidores.
O cálculo considera a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais no modelo de cinco dias de trabalho e dois de descanso, prevista na PEC 221/2019, aprovada em dois turnos pelo Senado em 14 de outubro, e agora aguardando promulgação.
A estimativa partiu de levantamento por telefone entre junho e agosto de 2026 com 2.146 municípios, o que representa 38,57% das 5.569 cidades consideradas.
A pesquisa projeta que cerca de 4.170 prefeituras mantêm contratos de terceirização, com limpeza urbana e manejo de resíduos presentes em 69% dos municípios.
Manutenção de prédios e equipamentos aparece em 44% dos municípios, informática em 29% e segurança e vigilância em 27%.
A prática de terceirização cresce com o tamanho do município: 73% nos pequenos, 88% nos médios e 92% nos grandes.
Motivos citados para terceirização foram demanda acima da capacidade dos quadros próprios (57%), redução de custos (42%) e dificuldade de manter profissionais (40%).
R$ 6,6 bilhões — custo anual estimado para prefeituras
R$ 5,14 bilhões — custos com terceirizados
R$ 1,49 bilhão — custos com contratações diretas (≈25,900 servidores)
2.146 municípios — amostra da pesquisa (38,57% do total)
14 de outubro — data da aprovação da PEC 221/2019 no Senado
O valor de R$ 6,6 bilhões é uma estimativa de custos potenciais, calculada a partir da Rais 2025 e da extrapolação da amostra, considerando repasse integral por reequilíbrio contratual.
O próximo passo é a promulgação da PEC 221/2019 para que a redução da jornada passe a valer formalmente.