Goiás decreta emergência ambiental por 120 dias e proíbe queimadas na estiagem
Governo mobiliza Bombeiros, Semad, monitoramento por satélite e 125 profissionais diários em unidades de conservação

Goiás decretou emergência ambiental por 120 dias e suspendeu o uso do fogo em vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026.
A proibição vale para todo o Estado, com exceções para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que notificarem a Semad.
O Corpo de Bombeiros Militar e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) integraram ação com equipes em campo e monitoramento por satélite do Inpe.
Nas unidades de conservação são mobilizados 125 profissionais especializados por dia; há bases do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e um posto de comando em Alto Paraíso de Goiás.
O Corpo de Bombeiros mantém efetivo de prontidão em oito parques estaduais e em 72 unidades operacionais distribuídas pelo território goiano.
O Monitor de Queimadas envia alertas com geolocalização para brigadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais, direcionando as equipes para focos detectados.
A maioria dos incêndios em vegetação tem relação humana — queimadas para limpeza de terrenos, manejo de pastagens e queima de resíduos — e é favorecida por baixa umidade e altas temperaturas.
A orientação do Governo é evitar queimadas e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 em caso de ocorrência.
23,3% — aumento da área queimada em Goiás até 16 de agosto; de 112.686 hectares em 2025 para 138.908 hectares em 2026.
120 dias — duração do decreto de emergência ambiental.
1º jul–31 out 2026 — período em que o uso do fogo em vegetação está proibido.
O decreto (nº 10.962) permite contratação temporária de pessoal e compra de bens, materiais e serviços para enfrentamento dos incêndios.
As medidas de prevenção, fiscalização, monitoramento e resposta permanecerão mobilizadas durante a emergência ambiental.