HC da Unicamp atinge 10 mil transplantes e enfrenta falta de leitos
Unidade de Campinas completou marca histórica desde 1984, mas região tem a menor proporção de leitos por habitante em São Paulo

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, chegou a 10 mil transplantes realizados desde 1984.
Isso ocorre com 29.635 pacientes na fila estadual para transplante; 20.417 esperam por rim, pressionando a demanda por leitos.
O HC destaca-se especialmente em transplantes de rim e registra a aposentada Antônia Smanazzo entre os beneficiados; ela deixou a hemodiálise e disse que o transplante “mudou tudo”.
O superintendente Maurício Etchebehere afirma que a região de Campinas tem hoje a menor proporção de leitos por habitante no estado de São Paulo.
Ilja Boim, chefe de transplante de fígado, ressaltou a necessidade de maior conscientização familiar para aumentar a captação de órgãos: “avisa sua família”.
O cirurgião cardiovascular Carlos Lavagnolli afirmou que apenas 7% dos doadores têm corações viáveis, por causa do curto período de isquemia do órgão.
O pintor Antônio Costa Filho, que passou oito anos em hemodiálise, relatou que o transplante “devolveu a liberdade”.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou aumento de 15% nas operações no primeiro semestre de 2023 e mantém o programa TransplantAR para transporte gratuito de órgãos.
10.000 — transplantes realizados pelo HC da Unicamp desde 1984
29.635 — pacientes na fila de transplante em São Paulo
20.417 — pacientes esperando por rim
7% — doadores com corações viáveis
15% — aumento de transplantes em SP no 1º semestre de 2023
80% — ampliação no valor pago pela Tabela SUS Paulista para captação em instituições filantrópicas
O governo estadual também anunciou campanhas contínuas de conscientização sobre doação de órgãos para aumentar a captação.