Investidores avaliam riscos econômicos no quarto mandato de Lula
Boletim Focus de 26 de outubro corta projeção do PIB para 1,31% e alerta para impacto de dívida e juros altos

Investidores avaliam impacto do quarto mandato de Lula no crescimento e na dívida pública.
O Boletim Focus, divulgado em 26 de outubro, reduziu a projeção do PIB para 1,31% no próximo ano, ante 1,8% antes.
A economista Greice Guerra prevê crescimento moderado e risco de estagnação em 2027 se não houver medidas para conter despesas públicas.
Guerra afirma que "é difícil haver crescimento" com a taxa Selic projetada em 11,75% ao fim de 2027 e com o atual nível de gastos, o que pode comprometer empregos e arrecadação.
O investidor Raul Sena aponta que o principal desafio será controlar a dívida pública; ele diz que juros altos prejudicam varejo, construção civil e empresas endividadas.
Sena também cita carga tributária e custos logísticos como fatores que reduzem a competitividade da indústria brasileira.
Setores do agronegócio, mineração e indústria em Goiás mantêm expectativa de continuidade nos investimentos durante o novo mandato.
Sena vê oportunidades em Goiás por commodities: se a demanda internacional e a China favorecerem exportações, o país poderia crescer entre 2,5% e 3%.
O investidor alerta que a dependência de produtos primários, como soja e minério, limita o desenvolvimento de longo prazo.
A transição para o novo sistema tributário gera insegurança; Greice Guerra afirma que a falta de clareza na implementação pode aumentar a cautela das empresas.
A previsibilidade das regras será decisiva para estados que usam incentivos fiscais, como Goiás, ao planejar novos investimentos.