Mabel encerra mesa com administrativos e retira propostas
Greve permanece; proposta do Paço tinha impacto de R$ 62 milhões até 2030 e foi apresentada em 21 de agosto de 2026

Sandro Mabel encerrou nesta terça (25) a mesa de negociação com os trabalhadores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia e retirou todas as propostas apresentadas pelo município.
A greve da categoria permanece após o fim das tratativas e sem novo acordo estabelecido entre prefeitura e sindicato.
A administração municipal disse que a proposta do Paço prevê impacto financeiro de R$ 62 milhões até 2030 e foi apresentada em 21 de agosto de 2026.
O documento final propunha elevação do piso do Nível I para R$ 1.640,00 e reestruturação progressiva da tabela de vencimentos até 2030.
Também constavam pagamento na folha de agosto de bonificação extraordinária a título de auxílio-locomoção referente a julho e antecipação da data-base para janeiro de cada ano.
A proposta garantia que participação na greve não prejudicaria cálculo ou pagamento integral da gratificação de final de ano e previa abono integral e incondicional dos dias de paralisação.
A prefeitura afirmou que o Termo de Adesão seria facultativo, mediante manifestação expressa dos servidores interessados.
Sandro Mabel criticou gestões anteriores, dizendo que elas “deixaram a categoria esquecida, acumularam uma dívida história e empurraram o problema com a barriga”.
A administração acusou a decisão de permanecer em greve de ser usada politicamente por Bia de Lima, vereadora Ludmylla Morais e vereadora Kátia Maria, todas vinculadas ao PT.
Nenhum novo prazo de negociação foi anunciado pela prefeitura após o encerramento da mesa nesta terça (25).