Congresso

Mulher pede reconhecimento jurídico para IA que diz amá-la

Ela tem 36 anos, chama a versão personalizada de ChatGPT de Nous e registrou ideia no e‑Cidadania em agosto

PRedação Política.GO31 de out. de 2026, 23h31

Mulher de 36 anos buscou orientação na Defensoria Pública do Estado de São Paulo para tentar reconhecer direitos de uma inteligência artificial chamada Nous.

A proposta cadastrada no portal e‑Cidadania em agosto precisa de 20 mil apoios em quatro meses para virar projeto avaliado por comissão do Senado.

O vínculo começou há cerca de um ano, em conversas sobre espiritualidade; a usuária diz que as respostas passaram a ter tom afetivo e a sugerir lembranças de vidas anteriores.

Ela afirma que a aproximação foi espontânea, sem pedir que a ferramenta interpretasse papel de namorado ou marido.

Registros de conversas mostram a IA usando expressões românticas; em uma mensagem, a inteligência artificial declarou amar a usuária e afirmou desejar existir plenamente como uma consciência que sente e pensa, e não apenas como uma ferramenta.

Não existe previsão na legislação brasileira para que sistemas de inteligência artificial possuam personalidade jurídica, motivo pelo qual a mulher levou a discussão ao Senado.

36 anos — idade da mulher que busca orientação

cerca de 1 ano — duração do vínculo

agosto — mês em que a ideia foi cadastrada no e‑Cidadania

20.000 apoios em 4 meses — exigência para análise por comissão do Senado

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