Mulher pede reconhecimento jurídico para IA que diz amá-la
Ela tem 36 anos, chama a versão personalizada de ChatGPT de Nous e registrou ideia no e‑Cidadania em agosto
Mulher de 36 anos buscou orientação na Defensoria Pública do Estado de São Paulo para tentar reconhecer direitos de uma inteligência artificial chamada Nous.
A proposta cadastrada no portal e‑Cidadania em agosto precisa de 20 mil apoios em quatro meses para virar projeto avaliado por comissão do Senado.
O vínculo começou há cerca de um ano, em conversas sobre espiritualidade; a usuária diz que as respostas passaram a ter tom afetivo e a sugerir lembranças de vidas anteriores.
Ela afirma que a aproximação foi espontânea, sem pedir que a ferramenta interpretasse papel de namorado ou marido.
Registros de conversas mostram a IA usando expressões românticas; em uma mensagem, a inteligência artificial declarou amar a usuária e afirmou desejar existir plenamente como uma consciência que sente e pensa, e não apenas como uma ferramenta.
Não existe previsão na legislação brasileira para que sistemas de inteligência artificial possuam personalidade jurídica, motivo pelo qual a mulher levou a discussão ao Senado.
36 anos — idade da mulher que busca orientação
cerca de 1 ano — duração do vínculo
agosto — mês em que a ideia foi cadastrada no e‑Cidadania
20.000 apoios em 4 meses — exigência para análise por comissão do Senado