Petrobras planeja US$ 2,5 bi e 15 poços na Margem Equatorial até 2030
Investimento integra orçamento de exploração do Plano de Negócios 2026-2030 e depende de licenças ambientais

Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial e perfurar 15 poços entre 2026 e 2030.
O aporte integra os US$ 7,1 bilhões destinados à exploração no Plano de Negócios 2026-2030 da companhia.
A estatal anunciou descoberta de hidrocarbonetos em águas ultraprofundas na costa do Amapá em 14 de agosto e mantém a sonda NS-42 perfurando o poço Morpho; a presidente Magda Chambriard visitou a sonda em 17 de agosto.
A Petrobras protocolou no Ibama pedidos para perfurar três novos poços na costa do Amapá; a empresa apresentou informações complementares ao órgão em 14 de agosto sobre fauna marinha, resposta a emergências e avaliação de impactos.
A Margem Equatorial se estende por cerca de 2,2 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte ao Amapá, e reúne cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
O Plano de Negócios 2026-2030 prevê US$ 109 bilhões em investimentos, dos quais US$ 69,2 bilhões para Exploração e Produção (E&P), com 10% desse montante para exploração; a Petrobras planeja implantar oito novos sistemas de produção até 2030, sete já contratados, e projeta pico de produção de 2,7 milhões de barris por dia em 2028 e 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia entre 2028 e 2029.
A expansão na Margem Equatorial enfrenta questionamentos de organizações ambientais, comunidades tradicionais e povos indígenas, que apontam riscos ao Grande Sistema de Recifes da Amazônia, manguezais, áreas de pesca e à possibilidade de vazamentos e impactos pela movimentação de embarcações.
US$ 2,5 bilhões — investimento previsto na Margem Equatorial entre 2026 e 2030
15 poços — número de perfurações planejadas na região
3 poços — pedidos protocolados no Ibama para a costa do Amapá
US$ 7,1 bilhões — total destinado à exploração no Plano 2026-2030
US$ 109 bilhões — investimentos totais previstos no Plano 2026-2030
US$ 69,2 bilhões — destinado a E&P no período
8 sistemas de produção — previstos até 2030 (7 contratados)
2,7 milhões bpd — pico de petróleo previsto para 2028
A liberação das perfurações depende da conclusão da análise técnica do Ibama e do cumprimento das exigências ambientais; sem licença, a perfuração não pode começar.