Congresso

PGR apoia súmula de Gilmar que barra leis sem estimativa de impacto

Parecer de Hindenburgo Chateaubriand aprova a proposta e propõe limitar obrigação de compensação.

PRedação Política.GO22 de out. de 2026, 17h31· 1 acesso

A Procuradoria-Geral da República apoia a súmula vinculante do ministro Gilmar Mendes que torna inconstitucional lei que crie ou altere despesa obrigatória ou implique renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

A PGR, pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, sugere que a compensação seja obrigatória apenas nos casos previstos em lei, e não sempre nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O parecer recomenda vincular a inconstitucionalidade à falta de estimativa e tratar a compensação em frase separada; também propõe explicitar que a estimativa deve ser apresentada durante a tramitação e corresponder ao texto votado, inclusive com emendas.

A PGR rejeita o pedido do Senado para dar efeito apenas prospectivo à súmula e propõe que a regra alcance a concessão, ampliação e prorrogação de benefícios tributários.

Ficaram fora do parecer o pedido de entidades de municípios para proibir transferência de encargos sem fonte de custeio e a sugestão da Advocacia-Geral da União de exigir estimativas "fundamentadas e atualizadas".

A súmula foi apresentada por Gilmar Mendes em junho, após reuniões com o presidente do STF, Edson Fachin, e com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre as chamadas pautas-bomba que avançaram no Senado.

R$ 111 bilhões por ano — estimativa do Ministério da Fazenda e do Planejamento sobre o impacto das nove pautas-bomba em tramitação no Congresso

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