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Porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos EUA após crise a bordo

Marinheiros ficaram sem comida, água potável e houve várias tentativas de suicídio; embarcação passou mais de 260 dias em missão

Redação POLITICA.GO22 de ago. de 2026 · 18h337 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos EUA após crise a bordo
Reprodução: onzedemaio.com.br

O porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos Estados Unidos após crise com falta de alimentos, água potável e várias tentativas de suicídio a bordo.

O navio não tinha condições de continuar apoiando operações de guerra e bateu recorde moderno da Marinha por ficar mais de 260 dias em grande parte sem escalas em porto.

O Abraham Lincoln é um porta-aviões nuclear da classe Nimitz, com capacidade para cerca de 5.000 pessoas, até 90 aeronaves e saiu de San Diego no final de novembro; estava implantado há mais de 260 dias, incluindo mais de 200 dias consecutivos no mar, e havia previsão original de término em maio que foi estendida.

A crise envolveu escassez de alimentos e suprimentos básicos, falta de água quente e potável, vasos sanitários quebrados, lavanderias pouco confiáveis, interrupções no fornecimento de alimentos e atrasos no correio; relatos também citam mofo, encanamento com defeito e buracos em partes do convés de voo.

Famílias dos tripulantes relataram colapso do moral, esgotamento e problemas de saúde mental; vários membros da tripulação teriam tentado pular ao mar, e um assessor do CENTCOM, almirante Brad Cooper, embarcou para responder reclamações e enfrentou vaias e hostilidade a bordo.

O secretário interino da Marinha, Hung Cao, reconheceu um “pequeno número de casos de saúde mental” a bordo, tratados “sem perda de vidas”, enquanto o secretário de Guerra Pete Hegseth descartou as preocupações como “completamente deturpadas”.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, declarou que Pete Hegseth “deve ser demitido imediatamente” por causa da situação no USS Abraham Lincoln.

~5.000 — capacidade aproximada de tripulantes e fuzileiros a bordo

>260 dias — tempo de implantação em grande parte sem escalas em porto

>200 dias — período consecutivo no mar

Até 90 — número máximo de aeronaves que o navio pode transportar

Há também relatos de confrontos e mortes a bordo citados por agência iraniana, que afirmaram sete mortos; o CENTCOM negou que tripulantes tenham morrido durante a guerra com o Irã.

O próximo passo é o retorno do porta-aviões aos EUA para desembarque da tripulação e avaliação das condições e suprimentos a bordo.

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