Só 1 em cada 10 jovens checa se informação online é verdadeira
Pesquisa mostra uso intenso de redes e IA por jovens; Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes iniciais sobre IA na escola.

De cada dez jovens brasileiros entre 16 e 24 anos, apenas um costuma verificar ativamente se a informação encontrada na internet é verdadeira.
A aprovação inicial de diretrizes pelo Conselho Nacional de Educação trata a inteligência artificial como apoio à aprendizagem, mas reafirma que ela não substitui o raciocínio do estudante nem o acompanhamento de um adulto.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, 17% dizem se informar exclusivamente por redes sociais ou aplicativos de mensagem.
O ChatGPT já é usado por 47% dos internautas brasileiros, e dúvidas banais — matemática, história, indicação de livros — passam a ser resolvidas online antes de consultar alguém em casa.
A pesquisa TIC Kids Online Brasil mostra que 10% das crianças e adolescentes recorreram a inteligência artificial para conversar sobre problemas pessoais ou emoções.
Desde março, o ECA Digital estabelece medidas para proteção de menores online, como verificação de idade, vínculo de contas de crianças e adolescentes a responsáveis e maior transparência das plataformas.
“Para os jovens, o TikTok não é só entretenimento; o ChatGPT entrega tudo pronto e rápido, mas nem sempre é confiável”, afirmou Marco Giroto, fundador da SuperGeeks.
Os responsáveis devem orientar sobre origem da informação: quem produziu, se há evidências e se outras fontes confirmam — diálogo que reconhece limites da tecnologia.
10% — jovens de 16 a 24 anos que checam ativamente informações online
17% — jovens que usam só redes sociais ou mensagens para se informar
47% — internautas brasileiros que já usam o ChatGPT
10% — crianças e adolescentes que usaram IA para questões pessoais
O texto das diretrizes precisa passar pelo plenário do CNE e ser homologado pelo Ministério da Educação antes de valer como política nacional.