Terras raras colocam Goiás no mapa da mineração de alto valor
Serra Verde opera em Minaçu; reservas do Estado equivalem a 25% da disponibilidade mundial, diz governo

A mineração faturou R$ 150,7 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 8,2% sobre R$ 139,2 bilhões.
A presença de reservas e uma planta de terras raras em operação coloca Goiás em posição para atrair processamento e indústria de maior valor agregado.
O ouro faturou R$ 25,3 bilhões, alta de 44,2%, e o cobre chegou a R$ 20,6 bilhões, avanço de 41%. O minério de ferro recuou 3,1%, para R$ 71,2 bilhões, mas respondeu por 47,2% da receita. As exportações minerais foram US$ 25,1 bilhões, alta de 24,1%, com 196,2 milhões de toneladas exportadas. O minério de ferro representou 53,6% do valor exportado; ouro e cobre tiveram crescimento exportador superior ao do ferro. O nióbio gerou US$ 1,4 bilhão em vendas externas, alta de 13,6%.
Em Minasçu, Norte goiano, opera a Serra Verde, apontada pelo governo como a única planta de terras raras em operação no Brasil e maior produtora em larga escala fora da Ásia. O governo afirma que as reservas de Goiás representam cerca de 25% da disponibilidade mundial. Em fevereiro, Goiás assinou com a Universidade Federal de Goiás a criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral, com investimento previsto de R$ 28 milhões.
A alta de preços ajudou o desempenho: o preço médio do ouro subiu 52,9% e o do cobre aumentou 38,8% na comparação anual. A China foi o principal destino da produção mineral brasileira. A mineração respondeu por US$ 20,3 bilhões do superávit da balança comercial, equivalente a 48% do saldo positivo do país no semestre.
R$ 150,7 bilhões — faturamento do setor no 1º semestre de 2026 (alta de 8,2%)
R$ 71,2 bilhões — receita do minério de ferro (47,2% do total)
R$ 25,3 bilhões — faturamento do ouro (alta de 44,2%)
R$ 20,6 bilhões — faturamento do cobre (alta de 41%)
US$ 25,1 bilhões — exportações minerais (alta de 24,1%)
US$ 76,9 bilhões — carteira de investimentos prevista para 2026–2030 no Brasil
US$ 21,3 bilhões — investimento previsto em minerais críticos (cresceu 15,2%)
R$ 52 bilhões — impostos, tributos e taxas gerados no semestre (alta de 8,2%)
R$ 3,8 bilhões — CFEM acumulada (alta de 3,6%)
229.614 — empregos diretos na indústria extrativa mineral em maio
421 — postos formais criados entre janeiro e maio
O próximo passo em Goiás é atrair empresas para processamento e tecnologia, aproveitando a Serra Verde e o centro de pesquisa com R$ 28 milhões de investimento.