Tratamento de chorume em Goiânia mantém nitrogênio acima do limite: 51 mg/L
Contratada em janeiro por R$ 2,15 milhões, a Solos Solution reduziu outros poluentes, mas nitrogênio amoniacal segue acima do parâmetro de 20 mg/L.

Tratamento do chorume no aterro de Goiânia não alcança o limite para nitrogênio amoniacal: 51 mg/L, acima do parâmetro de 20 mg/L.
Enquanto isso, o chorume continua sendo encaminhado à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Goiânia 2, da Saneago, às margens do Rio Meia Ponte.
A prefeitura contratou emergencialmente, sem licitação, em janeiro a empresa Solos Solution, de Uberlândia (MG), por R$ 2,15 milhões, para implantar biorremediação no aterro.
O relatório mais recente registra redução de 82% na DBO, 83% na DQO, 96% nos sólidos suspensos totais e 98% na remoção percentual do nitrogênio amoniacal, mas a concentração final ficou em 51 mg/L.
Relatórios anteriores mostram evolução irregular do nitrogênio: valores residuais registrados foram 240 mg/L, 986 mg/L, 832 mg/L, 127 mg/L, 36 mg/L, 31 mg/L, 42 mg/L e, agora, 51 mg/L.
A Saneago suspendeu o recebimento do chorume em dezembro de 2025 por falta de licenciamento e estrutura; em janeiro de 2026 a Justiça autorizou o envio por 120 dias.
Em 10 de setembro, o prazo judicial foi prorrogado por 60 dias, com limite previsto para o início de novembro.
O Ministério Público de Goiás instaurou inquérito civil e requereu informações sobre a solução da Solos Solution, o estágio do contrato, etapas concluídas e dados técnicos do tratamento.