Vereador Rimet Jules denuncia crise da saúde em Anápolis
Discurso na tribuna em 14.set acusa prefeitura de fechar UPA, terceirizar gestão e atrasar salários que afetam atendimento

Rimet Jules (PT) afirmou na sessão ordinária de segunda (14.set) que a saúde pública de Anápolis vive uma crise e que pacientes “agonizam à espera de uma providência” do prefeito Márcio Corrêa.
Rimet citou que o governo federal envia milhões de reais por mês à cidade e que há duas obras financiadas por esses recursos — um Caps e uma Policlínica — sem que a gestão municipal assuma gestão efetiva.
O vereador disse que o prefeito Márcio Corrêa, formado em odontologia, poderia ter maior sensibilidade; lembrou que o vice escolhido é médico cardiologista e foi publicamente colocado como responsável pela saúde, mas que o prefeito “achincalhou” o vice.
Rimet afirmou que a UPA Alair Mafra, na Vila Esperança, foi fechada pelo prefeito com apoio da polícia e do Corpo de Bombeiros; hoje a emergência estaria concentrada apenas no antigo Hospital Jamel Cecílio, e a reforma da UPA lançada na Vila Esperança “até hoje não começou”.
O vereador declarou que a prefeitura transferiu a gestão da saúde para organizações sociais: citou a Funev, “monstro criado” pelo ex-prefeito Roberto Naves e fortalecido por Márcio Corrêa, e outras OSs que, segundo ele, recebem R$ 140 milhões por ano para gerir a saúde municipal.
Rimet acusou as OSs de terceirizar contratação de médicos por outras empresas, gerar alta rotatividade por atraso de salários e falta de garantias previdenciárias e trabalhistas, e submeter pacientes a procedimentos com “furadeira doméstica”.
“Cadê o hospital geral que foi prometido durante a campanha?”, questionou o vereador, apontando a ausência de obras prometidas pela prefeitura.