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Dívida pública chega a R$ 10,9 tri e aperta o bolso do eleitor

Dívida de 82,5% do PIB, juros altos e inflação acima da meta pressionam famílias; 2026 testa a reeleição

Redação POLITICA.PE13 de set. de 2026 · 10h017 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Dívida pública chega a R$ 10,9 tri e aperta o bolso do eleitor
Reprodução: jc.uol.com.br

“É a economia, seu idiota”, frase do estrategista James Carville na campanha de Bill Clinton em 1992, resume a importância do bolso do eleitor.

A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,9 trilhões, equivalente a 82,5% do PIB, elevando o prêmio de risco e mantendo a taxa Selic em patamares fortemente restritivos.

O governo atual ampliou gastos e estimulou crédito sem aumento de receitas ou cortes estruturais, resultando em crescimento de curto prazo seguido de perda de credibilidade fiscal.

A inflação acumulada durante a gestão ficou significativamente acima da trajetória da meta do Conselho Monetário Nacional, corroendo o salário real dos brasileiros.

A Confederação Nacional do Comércio registrou endividamento das famílias em 82%, com cerca de 30% dos lares em inadimplência severa.

Consumidores sofrem com custo do crédito e altas em alimentos consumidos em casa, energia elétrica, combustíveis, aluguéis e planos de saúde.

O setor produtivo enfrenta restrição de crédito, queda da demanda, crescimento fraco do PIB, aumento de recuperações judiciais e desaceleração na geração de empregos de qualidade.

A deterioração do poder de compra e a ausência de ajuste fiscal estrutural elevam o risco de rejeição ao governo e podem custar a reeleição na eleição de 2026.