Dívida pública chega a R$ 10,9 tri e aperta o bolso do eleitor
Dívida de 82,5% do PIB, juros altos e inflação acima da meta pressionam famílias; 2026 testa a reeleição

“É a economia, seu idiota”, frase do estrategista James Carville na campanha de Bill Clinton em 1992, resume a importância do bolso do eleitor.
A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,9 trilhões, equivalente a 82,5% do PIB, elevando o prêmio de risco e mantendo a taxa Selic em patamares fortemente restritivos.
O governo atual ampliou gastos e estimulou crédito sem aumento de receitas ou cortes estruturais, resultando em crescimento de curto prazo seguido de perda de credibilidade fiscal.
A inflação acumulada durante a gestão ficou significativamente acima da trajetória da meta do Conselho Monetário Nacional, corroendo o salário real dos brasileiros.
A Confederação Nacional do Comércio registrou endividamento das famílias em 82%, com cerca de 30% dos lares em inadimplência severa.
Consumidores sofrem com custo do crédito e altas em alimentos consumidos em casa, energia elétrica, combustíveis, aluguéis e planos de saúde.
O setor produtivo enfrenta restrição de crédito, queda da demanda, crescimento fraco do PIB, aumento de recuperações judiciais e desaceleração na geração de empregos de qualidade.
A deterioração do poder de compra e a ausência de ajuste fiscal estrutural elevam o risco de rejeição ao governo e podem custar a reeleição na eleição de 2026.