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Emendas saltaram de R$11 bi para R$47 bi e corroem planejamento público

Emendas equivalem a mais de 22% do orçamento em 2026; Executivo perdeu R$100 bilhões entre 2014 e 2025

PRedação Política.PE22 de out. de 2026, 01h01· 8 acessos
Emendas saltaram de R$11 bi para R$47 bi e corroem planejamento público
Reprodução: jc.uol.com.br

Emendas parlamentares passaram de R$11 bilhões para R$47 bilhões entre 2014 e 2025, minando o planejamento do Executivo.

Em 2026, o percentual das emendas deve superar 22% do orçamento; entre 2014 e 2025 o Executivo perdeu R$100 bilhões, recuando de R$272 bilhões para R$177 bilhões.

O estudo da Universidade Estadual de Campinas analisou despesas livres do Congresso e registrou aumento de 320% no período, com emendas subindo ano a ano.

A pandemia acelerou a mudança: as emendas foram 6,8% do orçamento em 2020, 13,6% em 2021 e 21% em 2025, segundo os números levantados.

O crescimento das destinações decididas por deputados e senadores reduz a capacidade de o Executivo planejar políticas públicas e cumprir prioridades centrais.

Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marco Antonio Rocha resumiu: "O instrumento das emendas parlamentares foi desvirtuado: deixou de ser um mecanismo de atendimento às demandas locais... para se tornar um empecilho à racionalidade do gasto público e ao planejamento das políticas públicas".

A crise fiscal acumulada na última década, agravada pela queda de arrecadação e pelos gastos com benefícios sociais e despesas do SUS na pandemia, amplia a pressão sobre o próximo presidente.

R$11 bilhões — valor das despesas livres do Congresso em 2014

R$47 bilhões — valor em 2025

320% — aumento entre 2014 e 2025

R$272 bilhões → R$177 bilhões — recursos do Executivo entre 2014 e 2025 (queda de R$100 bilhões)

O presidente a assumir em 2027 terá de enfrentar a restrição orçamentária provocada pelo aumento das emendas e pela dívida pública em alta.

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