Mendonça, Eduardo e Túlio debatem reforma tributária, 6x1 e bets em sabatina
Os três participaram nesta sexta (18) de evento da Fecomércio-PE sobre desenvolvimento econômico, tecnologia e emprego

Candidatos ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) participaram nesta sexta (18) de sabatina da Fecomércio-PE.
A reforma tributária prevista para começar a ser implementada em 2027 foi tema central, com propostas de ajustes e revisões apresentadas pelos três candidatos.
O encontro encerrou a série de entrevistas que ouviu, na quinta (17), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT) e Paulo Rubem Santiago (Rede), e tratou de comércio exterior, tecnologia, inovação, geração de empregos e relacionamento entre setor produtivo, trabalhadores e poder público.
Mendonça Filho defendeu revisão de pontos da reforma para reduzir carga tributária, disse que atuará por equilíbrio fiscal sem aumento de impostos e afirmou ter votado a favor do fim da escala 6x1, defendendo mais tempo de descanso para trabalhadores.
Mendonça também pediu regulação mínima da inteligência artificial para não impedir inovação e afirmou que acesso à tecnologia é vital para a competitividade internacional das empresas brasileiras.
Eduardo da Fonte disse que a discussão sobre a escala 6x1 deve considerar impactos sobre geração de empregos e a situação financeira das empresas, e cobrou definição sobre a concessão e conclusão do trecho da Transnordestina em Pernambuco, propondo revisão contratual se prazos não forem cumpridos.
Sobre a reforma tributária, Eduardo avaliou que o modelo aprovado não foi o ideal, mas possível, e defendeu ajustes para reduzir complexidade e custos para empresas, além de priorizar diminuição de impostos para quem produz no Brasil.
Os dois deputados defenderam regulamentação mais rígida das casas de aposta: Mendonça falou em restrição de publicidade e acesso para crianças, adolescentes e beneficiários de programas sociais; Eduardo afirmou que as bets têm provocado vício e “dano igual ao do álcool e das drogas”.
Túlio Gadêlha defendeu política tributária que considere a função social de empresas instaladas em Pernambuco, propondo tratamento diferenciado para negócios que geram empregos e arrecadação local.