Mulheres são 35% entre os mais de 20 mil candidatos registrados
Proporção feminina repete 2022; apenas a UP tem maioria de candidatas

Mulheres correspondem a cerca de 35% dos mais de 20 mil registros de candidaturas para as eleições deste ano.
A participação feminina é praticamente a mesma de 2022, quando foi de 34%.
Somente a Unidade Popular (UP) tem mais candidatas que candidatos, com 53% de mulheres.
A presença de candidatas à Presidência e à vice caiu pela metade em relação a 2022; em 2026, 15% das candidaturas à Presidência são de mulheres.
Para os governos estaduais, 16% das candidaturas são de mulheres, e 43% das candidaturas a vice são de mulheres.
No Senado há 22% de mulheres candidatas; na Câmara Federal são 36%; nas assembleias, 34%.
Muitas candidaturas femininas não dispõem de estruturas de campanha semelhantes às de candidatos homens, e a maioria das direções partidárias é formada por homens há muito tempo.
A legislação exige que todo partido tenha ao menos 30% de candidaturas de cada gênero, mas a Câmara dos Deputados aprovou anistia a partidos que não cumpriram a lei nas eleições passadas.
As eleitoras são quase 53% do eleitorado, cerca de 84 milhões em um total de 158 milhões de eleitores.
No recorte racial, mulheres representam 44% das pessoas pretas candidatas e 33% entre as pessoas brancas.
A ONU Mulheres coloca o Brasil na 133ª posição entre 182 países na representatividade parlamentar feminina.
Para elevar a representatividade, mulheres teriam que se candidatar mais e votar mais em mulheres.