Procurador pede regras próprias para investigar ministros do STF e o PGR
Wellington Cabral Saraiva falou nesta segunda que normas atuais bastam formalmente, mas precisam ser aperfeiçoadas diante da crise ética e jurídica

Wellington Cabral Saraiva defendeu nesta segunda a criação de regras específicas para investigar ministros do STF e o procurador‑geral da República.
Ele propôs também mandatos de dez ou 15 anos para ministros e reserva de vagas no STF para magistrados de carreira.
Saraiva falou ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, e afirmou que normas gerais criminais e disciplinares existem, mas o cenário atual exige normas próprias para altas autoridades.
Citou os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Dias Toffoli, além do procurador‑geral Paulo Gonet, para sustentar que o cargo não deve impedir apurações.
Defendeu que Moraes e Mendonça não conduzam apurações um contra o outro por conflito de interesses e que Gonet se afaste das investigações sobre o caso Banco Master, por referências à possível relação com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.
Explicou que o Conselho Nacional do Ministério Público não exerce controle disciplinar sobre o chefe da PGR e que apurações contra o procurador‑geral devem ocorrer no Conselho Superior do Ministério Público Federal, formado por subprocuradores‑gerais.
Reforçou que aplicar as regras existentes e criar mecanismos específicos de responsabilização é necessário para preservar a credibilidade do STF e do Ministério Público.