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STF adiou e sessão virou rinha entre ministros; Nunes se declarou impedido

Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento que pode investigar Alexandre de Moraes; Nunes Marques se absteve citando desconforto.

Redação POLITICA.PE16 de set. de 2026 · 02h042 acessos📲 Enviar no WhatsApp
STF adiou e sessão virou rinha entre ministros; Nunes se declarou impedido
Reprodução: jc.uol.com.br

O STF adiou o julgamento que pode investigar o ministro Alexandre de Moraes.

Flávio Dino pediu vista, o que suspende a sessão e adia a decisão sobre a ação em julgamento.

O decano Gilmar Mendes acusou o ministro André Mendonça de conduzir processos com “inequívoco viés político-eleitoral” e classificou a postura como “digna de máfia, covarde, vil”, afirmando ainda: “Até a máfia tem ética”.

Nunes Marques anunciou impedimento por não se sentir “confortável” para julgar enquanto preside o TSE; a Polícia Federal identificou que o advogado Kevin Marques, filho de Nunes, recebeu repasses do Banco Master que totalizam R$ 500 mil.

A ministra Cármen Lúcia disse estar “envergonhada” com o momento do tribunal, citando que o país está a menos de 20 dias da eleição.

Os votos de Flávio Dino e de Cristiano Zanin — ex-ministro da Justiça e ex-advogado do presidente, respectivamente — mostraram que a tentativa de descolar o presidente Lula de Alexandre de Moraes não teve sucesso.

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado se reuniram em sala vazia para “acompanhar” o julgamento; a presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF), disse esperar a renúncia de Alexandre de Moraes até as 18h de ontem.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) entrou com ação no STF para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a instaurar a CPI do Banco Master.

O PRTB pediu ao TSE a substituição do candidato Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa à Presidência; Avalanche recebeu 173 votos quando foi candidato a deputado federal por Goiás em 2018 pelo Podemos.

R$ 500 mil — valor ligado a repasses do Banco Master ao escritório do filho de Nunes Marques

20 dias — prazo até a eleição citado por Cármen Lúcia

173 votos — votação de Leonardo Avalanche em 2018

"Até a máfia tem ética", disse o decano Gilmar Mendes ao criticar a atuação de André Mendonça no caso.

O próximo passo é o retorno do processo ao plenário após a vista de Flávio Dino e a tramitação da ação de Alessandro Vieira para forçar a instauração da CPI do Banco Master.