Um em cada quatro estudantes quer ensino e aprendizagem melhores
Levantamento com 5.296 alunos aponta ensino de qualidade ligado à atuação do professor e prioridade para formação técnica e tecnologia

Pelo menos um quarto dos estudantes do ensino médio coloca melhorias no ensino e na aprendizagem como principal expectativa para os governos que se iniciam em 2027.
A prioridade por aprendizagem pressiona governos a priorizarem políticas públicas voltadas para qualidade educacional nos próximos mandatos.
A pesquisa ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do fundamental 2 (6° ao 9° ano), entre 12 e 21 anos, nas cinco regiões do país; eles pedem aulas diferentes, dinâmicas em sala, capacitação de professores e menos falta de docentes.
Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima; entre os que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.
No fundamental 2, 78% dos estudantes avaliam que os professores estão motivados para dar aulas; no ensino médio, o índice é 69%.
A falta de professores afeta mais o ensino médio: 66% concordam totalmente ou em parte que há disciplinas sem professor por um período; no fundamental 2 esse percentual é 61%.
Mais de 90% consideram importante ter curso técnico ou profissionalizante nessa etapa; pelo Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do ensino médio estão matriculados na educação profissional.
Setenta por cento dizem que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana; 71% afirmam usar inteligência artificial às vezes ou com frequência para estudar, e quase um em cada três discorda que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia.
Entre estudantes em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, contra 68% entre estudantes do ensino regular; 20% dos alunos do ensino médio que não estão em tempo integral dizem trabalhar para obter remuneração.
"É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem", afirmou Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação.
Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, ouvir os jovens é fundamental para construir respostas conectadas à realidade das escolas e garantir avanços com qualidade e equidade.
As eleições e o início de novos mandatos são apontados como oportunidade para revisar estratégias, repactuar compromissos e acelerar o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.