Alta do petróleo torna biocombustíveis mais competitivos no Brasil
Preço do petróleo perto de US$100 e medidas do governo podem acelerar consumo de etanol e biodiesel.

A crise entre Irã e Estados Unidos mantém o preço do petróleo em cerca de US$100, elevando o apelo por biocombustíveis no Brasil.
O governo tem feito subvenções aos combustíveis fósseis e suspenso tributos sobre o etanol, mas essas medidas têm prazo e podem acabar em breve.
Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), analisou os efeitos sobre etanol e biodiesel, destacando avanços do setor diante do aumento do petróleo.
Há uma lei em discussão que visa ampliar a mistura de biodiesel e etanol aos combustíveis, medida que pode aumentar o consumo doméstico dessas commodities.
Cerca de 23% da soja produzida no Brasil é usada na produção de biodiesel, e o etanol de milho cresce rapidamente, competindo com o etanol de cana.
O etanol é também apontado como alternativa para descarbonizar o transporte marítimo, e o Brasil disputa a presidência da Organização Internacional do Açúcar.
Eduardo Leão, ex-executivo do setor, é o candidato brasileiro à presidência dessa organização, cargo que o país nunca ocupou.
US$100 — faixa atual do preço do petróleo
23% — parcela da soja brasileira destinada ao biodiesel
suspensão de tributos — medida aplicada ao etanol para manter competitividade
A aprovação da lei de aumento de mistura e o desfecho da disputa pela presidência da Organização Internacional do Açúcar são os próximos passos concretos para o setor.