Apostas online crescem entre jovens; lei proíbe acesso a menores
Smartphones transformaram as bets em "cassinos de bolso"; quase metade dos 24 milhões de apostadores em 2024 contraiu dívidas.

Apostas online avançam entre jovens brasileiros, transformando celulares em "cassinos de bolso" e expondo crianças e adolescentes ao risco.
Quase metade dos cerca de 24 milhões de brasileiros que apostaram em 2024 contraiu dívidas por causa do jogo, pressionando finanças familiares.
O fácil acesso por smartphones facilita a exposição precoce e o uso das plataformas por menores de idade.
Adolescentes de 14 a 19 anos já aparecem com frequência em grupos de apoio como os Jogadores Anônimos.
O cérebro em desenvolvimento dos adolescentes processa intensamente o prazer imediato da vitória e tem controle de impulsos ainda imaturo, aumentando a vulnerabilidade ao vício.
O vício em apostas tem desencadeado quadros de depressão, síndrome do pânico e ideação suicida, associados à ruína financeira provocada pelos jogos.
Canais infantojuvenis e influenciadores digitais promovem jogos de azar na internet, muitas vezes disfarçando publicidade como recomendação pessoal.
Cerca de 34% dos jovens afirmam que deixariam de iniciar uma graduação para arcar com gastos em bets; entre os que já estudam, 14% atrasaram mensalidades ou trancaram o curso por esse motivo.
Recursos destinados à alimentação, aluguel e vestuário têm sido perdidos nas plataformas, comprometendo a renda básica das famílias.
A implementação do ECA Digital (Lei Felca) proibiu formalmente o acesso de menores de 18 anos às bets, baniu loot boxes e exige ferramentas rígidas de verificação de idade, além de impor responsabilidade compartilhada entre plataformas, famílias e Estado.
24 milhões — número aproximado de brasileiros que apostaram em 2024
quase metade — parcela que contraiu dívidas por causa do jogo
34% — jovens que deixariam de iniciar graduação por conta das apostas
14% — estudantes que atrasaram mensalidades ou trancaram curso por apostas