Ataques sexistas miram candidata Simone Dutra em São Leopoldo
Primeira-dama e candidata a deputada federal tem carreira pública e respostas reduzidas a insinuações; AI amplia o risco

Simone Dutra, primeira-dama de São Leopoldo e candidata a deputada federal, tem sido alvo de insinuações de caráter sexual que substituem debate sobre propostas.
A inteligência artificial tornou mais fácil fabricar imagens e vozes falsas, aumentando o alcance e o impacto desses ataques e exigindo responsabilidade dos meios de comunicação.
Simone atuou por anos na vida pública municipal, estadual e em Brasília; foi titular da Secretaria de Desenvolvimento Social e buscou emendas parlamentares em Brasília superiores a R$ 20 milhões para São Leopoldo.
Ela acumulou experiência e participou ativamente da construção do projeto que levou Heliomar Franco, delegado, à prefeitura de São Leopoldo; agora apresenta seu nome ao eleitor ao disputar uma eleição como candidata a deputada federal.
Na campanha, Simone apresentou propostas para proteção às mulheres, atendimento oncológico, centros-dia para idosos, diagnóstico e atendimento a pessoas neurodivergentes, qualificação profissional de jovens, garantias aos motoboys, reconstrução e prevenção de enchentes e proteção animal.
A substituição do debate de propostas por insinuações sexuais não é nova: durante o governo de Dilma Rousseff circularam adesivos que a representavam de forma vulgar na abertura do tanque de combustível dos carros.
A autora afirma: "Sou de direita desde que me entendo por gente. Nunca votei em Dilma." e disse que aquilo a indignou, definindo a ação como "vil".
Critiquem propostas, confrontem ideias e cobrem resultados; param de usar o fato de ela ser mulher como argumento enquanto Simone disputa a eleição.