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Ato na Praça 7, em BH, defende soberania e acusa ofensiva da extrema direita

Mobilização ocorreu na sexta (11) e criticou decisões do STF, incluindo a destituição e reversão do diretor-geral da PF.

Redação POLITICA.RS12 de set. de 2026 · 07h022 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Ato na Praça 7, em BH, defende soberania e acusa ofensiva da extrema direita
Reprodução: www.brasildefato.com.br

Movimentos populares, sindicatos e setores progressistas fizeram ato na Praça 7, em Belo Horizonte, na sexta-feira (11), em defesa da soberania nacional e da democracia.

A mobilização usou o mote “Contra o golpe no STF: ocupar as ruas, defender a soberania” e denunciou tentativas da extrema direita e dos Estados Unidos de desestabilizar o processo eleitoral brasileiro.

O protesto criticou a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal desencadeada por decisões do ministro André Mendonça.

Os manifestantes citaram entre as medidas questionadas a destituição de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, decisão revertida na quarta-feira (9) pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Participaram integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), organizações sindicais e movimentos populares; o economista João Pedro Stedile integrou a direção nacional do MST presente ao ato.

Stedile defendeu retomar trabalho de base nas periferias e construir “um novo projeto para o país”.

Entre as pautas defendidas por Stedile estavam redução da taxa de juros, jornada de trabalho 5×2 e tarifa zero no transporte público.

Stedile propôs maior controle nacional sobre recursos minerais e afirmou: “O minério é nosso, não é dos canadenses”.

O dirigente também declarou que o futuro do país passa por discutir um projeto anticapitalista, dependendo “do povo organizado e do povo lutando”.

A programação incluiu apresentações de Cinara Gomes, Júlia Guedes, Renegado e FBC, e os participantes estenderam um grande bandeirão com a inscrição “Lula do Brasil”.

A cantora Cinara Gomes, do coletivo Samba da Nossa Terra, disse que participou “pela soberania, pela liberdade e pela democracia”.