Banco do Brasil mantém proposta final e diz que chegou ao limite nas negociações do ACT
Reabertura após assembleias de 4 de setembro não mudou oferta; impacto atinge PLR, bônus de R$3 mil e Cassi

O Banco do Brasil reafirmou que a proposta para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é a última e não haverá novos avanços.
O processamento da PLR não será feito para quem não estiver abrangido pela assinatura do ACT no momento do processamento; haverá outro pagamento em fevereiro de 2027 e a PLR deve ser creditada em até 72 horas após a assinatura por todas as bases.
A reabertura das negociações ocorreu depois de a maioria das assembleias dos trabalhadores, em 4 de setembro, aprovar a retomada das tratativas; na reunião o banco afirmou ter chegado ao limite da proposta e citou restrições da legislação eleitoral e limites jurídicos em ano de eleições.
O Banco do Brasil informou que não pode processar a PLR sem uma assinatura que garanta juridicamente o crédito e que não é possível realizar dois processamentos em datas diferentes, citando autuação anterior por pagamentos em datas distintas.
O reconhecimento financeiro de R$ 3 mil da Campanha de Adimplência 2026 tem público-alvo de aproximadamente 71,5 mil funcionários — inclui áreas de negócio e apoio e exclui áreas táticas e estratégicas; o pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador da campanha e a previsão é crédito em fevereiro de 2027, após divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026; a representação sindical estimou 85% de probabilidade de alcance do indicador.
A proposta prevê adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi; o banco disse que pretende priorizar a contratação da Cassi para atendimento do SESMT sempre que houver possibilidade.
O ACT prevê ampliar a licença-paternidade de 20 para 35 dias para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do acordo.
O auxílio para funcionários com filhos com deficiência subiria de R$ 760,48 para R$ 874,55, conforme a proposta.
"Os trabalhadores aprovaram a reabertura justamente porque entendiam que ainda havia espaço para negociação", disse Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), durante as tratativas.
A data definitiva da assinatura do ACT será informada posteriormente pelos sindicatos; sem essa assinatura completa, não haverá processamento da antecipação de setembro nem garantia jurídica do crédito da PLR.