Bolsa Família sobe 15% a 17 dias do primeiro turno
Piso vai de R$600 para R$691; aposentadorias do INSS têm correção menor e indeferimentos batem recorde

Bolsa Família recebeu reajuste de 15% a 17 dias do primeiro turno das eleições.
O piso subiu de R$600 para R$691 e a média por família foi de R$675 para R$777; aposentadorias do INSS foram corrigidas em 3,9%.
O governo federal anunciou o aumento em quinta-feira, 17 de setembro, aplicando a reposição de uma vez; o benefício, segundo o anúncio, repõe inflação acumulada desde o início do programa.
No RGPS, quem recebe o piso teve aumento entre 6,79% e 7,5%, mas a correção média foi menor que o IPCA de 4,26%.
No primeiro semestre de 2026, o INSS registrou cerca de 4,3 milhões de pedidos negados e 4,2 milhões concedidos, taxa de recusa de aproximadamente 51% — a pior em pelo menos duas décadas.
A média mensal de indeferimentos subiu de 395 mil, em 2025, para 668,6 mil em 2026, aumento próximo a 70%.
A conta do reajuste foi estimada em R$5,8 bilhões para este ano e em R$22 bilhões para 2027; já existe representação do Ministério Público de Contas junto ao TCU pedindo a suspensão da medida por falta de previsão orçamentária.
A Advocacia‑Geral da União rebateu que não se trata de benefício novo, e sim de atualização de valor; o TCU ainda não decidiu sobre a representação.
O reajuste também motivou representação no TSE, sorteada para o ministro André Mendonça, que extinguiu o processo por falta de legitimidade do autor da ação.
O governo afirmou "não é populismo, é lei" ao justificar a reposição inflacionária.
O próximo passo concreto é a análise da representação no Tribunal de Contas da União, que ainda não tem decisão final.