Câmara de Campo Bom aprova PL 51/2026 para duplicar Avenida Brasil
Projeto recebeu seis votos favoráveis em sessão extraordinária e permite buscar financiamento federal vinculado ao FGTS.

Câmara de Vereadores de Campo Bom aprovou, em sessão extraordinária na quinta-feira (10), o PL 51/2026 para financiar a duplicação e revitalização da Avenida Brasil.
A Prefeitura prevê captar R$ 94.942.505,09 por linha de crédito ligada ao FGTS e aportar R$ 5.007.495,00, totalizando R$ 99.950.000,09 para a obra.
O projeto recebeu seis votos a favor e quatro contra: favoráveis Cleber Nunes (MDB), Paulo Silveira (MDB), Jeferson Nunes (PDT), Michele Closs (PDT), Kayanne Braga (PDT) e Alexandre Hoffmeister (PP); contrários Jair Wingert (REP), Celso Rodrigues (REP), Inácio Marasca (REP) e Jorge Bellé (PL). A proposta foi apresentada pelo prefeito Giovani Feltes em coletiva na terça-feira (8), no gabinete do Executivo.
A intervenção prevê 2,165 quilômetros entre as ruas Imaculada Conceição e João Silveira do Amaral e inclui duplicação, pavimentação, drenagem, saneamento básico, acessibilidade, iluminação central, rede lógica subterrânea, paisagismo e qualificação de espaços públicos.
A proposta foi pré-selecionada pelo Governo Federal em março e selecionada em julho de 2026; a Prefeitura ressalta que os recursos ainda não estão disponíveis.
A duplicação está prevista no Plano Diretor desde 1954 e foi eleita a grande obra da Região 15 no Conselho Comunitário de 2025.
R$ 94.942.505,09 — valor previsto a captar via linha vinculada ao FGTS
R$ 5.007.495,00 — contrapartida municipal prevista
R$ 99.950.000,09 — investimento total previsto com financiamento e contrapartida
R$ 40 milhões a R$ 50 milhões — estimativa para desapropriações, a cargo do Município
2,165 km — extensão do trecho a ser intervenido
A execução será organizada quadra a quadra para manter acesso a comércios e preservar o trecho com igrejas, com trânsito reorganizado conforme avanço das frentes de trabalho.
Com a autorização da Câmara, o próximo passo é concluir projetos executivos e complementares, obter análise e aprovação da Caixa, tramitar pelos comitês internos da Secretaria do Tesouro Nacional, formalizar o contrato de financiamento e realizar a licitação para contratar a obra.