Campanha de Flávio Bolsonaro cria comissão evangélica para ato de 7 de Setembro
Grupo de lideranças religiosas vai coordenar mobilização na Avenida Paulista; partido reservou o local para transformar o ato em marco da campanha

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) criou uma comissão de lideranças evangélicas para organizar o ato de 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo.
A Avenida Paulista já foi reservada pelo partido; a campanha quer transformar o evento no principal marco público de apoio à candidatura após o ato de abertura em Copacabana reunir menos de 10 mil pessoas.
A comissão reunirá representantes de diferentes denominações, incluindo Assembleia de Deus – Missão, Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), Igreja do Evangelho Quadrangular e Igreja Sara Nossa Terra, e atuará na mobilização de fiéis.
O grupo vai funcionar paralelamente ao núcleo central de articulação política da candidatura; a opção por reunir várias denominações muda a estratégia aplicada em mobilizações anteriores, que tiveram participação do pastor Silas Malafaia.
A campanha admite não trabalhar com a expectativa de repetir os grandes públicos registrados em atos liderados por Jair Bolsonaro, mas busca ampliar a presença de apoiadores nas ruas com foco no eleitorado evangélico para a eleição de 2026.
As manifestações de 7 de Setembro na Avenida Paulista se tornaram um dos principais atos do bolsonarismo; em 2021 Jair Bolsonaro atacou ministros do STF e chamou Alexandre de Moraes de "canalha", episódio que gerou crise institucional e levou o ex-presidente Michel Temer a elaborar uma carta para reduzir a tensão entre os Poderes.
Em 2022 houve atos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo que também geraram questionamentos e investigações sobre eventual uso de estrutura pública durante o período eleitoral.
7 de setembro — data do ato reservado na Avenida Paulista
menos de 10 mil — público no evento de abertura da campanha em Copacabana
Jair Bolsonaro chamou Alexandre de Moraes de "canalha" durante o ato de 2021, provocando crise institucional.
O próximo passo da campanha é usar a mobilização na Paulista como o principal evento público de apoio à candidatura neste início de campanha.