Candidatos ao governo do RS detalham propostas contra enchentes
Um terço dos eleitores aponta enchentes como principal problema; pesquisa Quaest mostra Juliana Brizola e Luciano Zucco empatados tecnicamente.

Enchentes são a maior preocupação dos gaúchos: um terço do eleitorado aponta o tema como principal problema do Rio Grande do Sul.
Há dois anos, a maior tragédia climática recente no RS atingiu 2,4 milhões de pessoas, mais de 20% da população; o fenômeno El Niño voltou a atuar com intensidade em 2026.
A pesquisa Quaest coloca Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) empatados tecnicamente, seguidos por Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB).
O plano de Juliana Brizola propõe passar da resposta emergencial para “gestão preditiva e permanente de riscos” na Defesa Civil e adaptar infraestrutura e drenagem urbana para grandes volumes de água.
Principais medidas de Juliana: implantar Sistema Integrado de Alerta Precoce em bacias críticas; expandir rede telemétrica de monitoramento; apoiar 497 municípios no mapeamento de áreas de inundação e deslizamento e na elaboração de planos de contingência; formar brigadas comunitárias; usar drenagem sustentável e adaptar estações de tratamento; reassentar famílias em áreas de risco; criar cadastro georreferenciado; criar Força Estadual de Resposta Rápida do SUS; blindar redes de energia em áreas críticas.
O plano de Luciano Zucco dedica capítulo à “Defesa Civil e Resiliência Climática”, propondo transformar a cultura de resposta emergencial em política permanente de prevenção e priorizar obras físicas e manutenção de contenção de cheias.
Principais medidas de Zucco: profissionalizar e ampliar a Defesa Civil com coordenações regionais e operação 24h; incorporar critérios de resiliência ao planejamento e orçamento; criar programa permanente de assistência técnica e cofinanciamento para estruturas municipais; concluir e manter radares, estações hidrológicas, sensores geotécnicos e garantir intercâmbio de dados com União, municípios e instituições científicas; transformar dados em previsões territorializadas; integrar SMS, Cell Broadcast, sirenes e mídias para alertas; atualizar mapas de inundação; definir carteira de obras prioritárias por bacia e não reconstruir em áreas de risco.