Candidatos com identidade religiosa caem para 2,7% entre mais de 20 mil inscritos
São 559 postulantes — queda de 38% sobre 2022;

2,7% dos mais de 20 mil candidatos registrados têm identidade religiosa neste ano — 559 pessoas.
O total representa queda de 38% em relação às 903 candidaturas religiosas de 2022, que somaram 3,09% do universo.
Do grupo, 244 se identificaram como “pastor” ou “pastora”, ante 476 em 2022, redução de 48,7%.
Outros termos identificados: 70 como “sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa”; 47 “irmão/irmã”; 38 “missionário/missionária”; 32 “bispo/bispa”; 15 “cantor” (artistas gospel); 12 “apóstolo/apóstola”; 11 “padre”.
O levantamento também listou 87 candidatos que já usaram ocupação religiosa em pleitos anteriores, incluindo o pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que declarou “sacerdote” em 2014 e depois passou a usar “deputado”.
Partidos com mais candidatos religiosos: PL 61, Republicanos 51 e MDB 43; com menos: PRTB 1, Cidadania 2, PV 3 e Missão 3.
Estados com mais nomes religiosos: Rio de Janeiro 61 e São Paulo 61; depois Bahia 50, Pernambuco 45 e Minas Gerais 42; com menos: Mato Grosso 4, Amazonas 4, Rio Grande do Sul 6 e Acre 6.
Do total de 559 postulantes, 68,16% são homens; 68,16% se declaram negros (47,41% pardos e 20,75% pretos).
Destes candidatos, 51,34% concorrem a assembleias legislativas estaduais, 41,50% à Câmara dos Deputados, sete ao Senado Federal e três a vice-governador.
Lívia Reis, coordenadora de Religião e Política do ISER, afirmou que houve excesso de campanhas em templos em 2022, com conflitos em igrejas evangélicas, e que isso afastou fiéis.