Capela Queimada, símbolo de Alegrete, está abandonada no Inhanduí
Edificação com painéis de Roberto Caturra perdeu teto e porta; prefeitura diz que área privada precisa ser regularizada antes de intervenções.

A Capela Queimada, marco da formação do território de Alegrete, está abandonada e sem parte do teto e da porta.
A situação impede obras públicas porque o prefeito Jesse Trindade dos Santos afirma que "é preciso regularizar a área", já que o terreno é privado.
O vereador Leandro Meneghetti, técnico agrícola, percorreu o interior e registrou o abandono da capela que recebeu revitalização há 25 anos.
Há um painel histórico pintado pelo artista Roberto Caturra nas paredes, e a missa de entrega foi celebrada pelo padre Paulo Aripe-Potrilho na ocasião da revitalização.
Em 2023 a Secretaria de Infraestrutura fez pinturas e reparos, e o Grupo dos Cavaleiros de Alegrete visitou a capela antes de uma cavalgada; desde então não houve novas melhorias.
O professor Anderson Pereira Corrêa, doutor em História e presidente do Conselho do Patrimônio Histórico de Alegrete, defende que o prédio integre o inventário e receba tombamento e recursos para preservação.
A Capela Queimada originou o primeiro povoamento luso junto ao rio Inhanduí; houve guarda militar em 1805 e arranchamentos do tenente José de Abreu em 1806.
A capela foi incendiada em 16 de setembro de 1816; os habitantes fugiram para as margens do rio Ibirapuitã e formaram o novo povoado que viria a ser Alegrete.
A cidade alcançou elevação político-administrativa a Vila em 25 de outubro de 1831, sediou uma Assembleia em 1º de dezembro de 1842 e recebeu o foro de cidade em 22 de janeiro de 1857.
25 anos — tempo desde a revitalização com missa e painel
16 de setembro de 1816 — data do incêndio que deu o nome Capela Queimada
2023 — ano em que a Secretaria de Infraestrutura fez pinturas e reparos
"É preciso regularizar a área", disse o prefeito Jesse Trindade dos Santos ao justificar a falta de intervenções públicas.
O próximo passo será a regularização do imóvel para então viabilizar manutenção, tombamento e liberação de recursos públicos.