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Cidades foram planejadas para um clima que já não existe, diz análise

Lei 14.904/2024 pede integração da adaptação climática a políticas setoriais; meta do Plano Clima mira 2035

Redação POLITICA.RS25 de set. de 2026 · 00h333 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Cidades foram planejadas para um clima que já não existe, diz análise
Reprodução: www.brasildefato.com.br

As cidades brasileiras foram infraestruturadas com referências climáticas do passado e essas referências já não são suficientes para orientar decisões futuras.

A Lei nº 14.904, de 27 de junho de 2024, determina que a gestão dos riscos climáticos seja incorporada a planos e políticas públicas setoriais e temáticas existentes.

O Plano Nacional sobre Mudança do Clima, Plano Clima 2024–2035, inclui adaptação como eixo e fixa a meta: até 2035 todos os estados e pelo menos 35% dos municípios devem dispor de planos de adaptação.

O Observatório das Metrópoles reúne pesquisadores sobre cidades em todas as regiões do Brasil e tem núcleo na Região Metropolitana de São Paulo.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que riscos urbanos resultam da combinação entre perigos climáticos, exposição e vulnerabilidade, agravados por desigualdades e déficits de infraestrutura.

Isso exige que políticas de habitação, saneamento e mobilidade perguntem sobre segurança diante de novos cenários climáticos, conforme a necessidade de integrar decisões territoriais ordinárias.

Fragmentação institucional, limitações financeiras, dificuldades de planejamento integrado e lacunas de monitoramento aparecem como obstáculos à adaptação, segundo o IPCC.

Geotecnologias, indicadores territoriais e modelagens são úteis para identificar territórios expostos e orientar prioridades, mas só geram adaptação se transformarem decisões públicas.

O Ministério das Cidades orienta estados e municípios a incorporar a dimensão climática às políticas urbanas e a priorizar territórios e populações mais vulnerabilizadas.

A questão eleitoral de 2026 é quais condições permitirão executar planos de adaptação: financiamento, formação técnica, dados e coordenação regional pelos estados são citados como necessários.