Cpers faz ‘enterro’ simbólico do governo Leite em ato em Porto Alegre
Movimento reuniu servidores nesta sexta (21) entre o TJRS e o Palácio Piratini contra cortes e PPPs na educação.

Cpers Sindicato realizou nesta sexta (21), em Porto Alegre, um ato com ‘enterro’ simbólico do governo Eduardo Leite (PSD) e sua base aliada.
O Conselho Geral do Cpers aprovou a mobilização em defesa dos servidores; pauta inclui salários, carreiras, previdência e IPE Saúde.
A concentração começou em frente ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e houve caminhada até o Palácio Piratini, onde ocorreu o ato principal.
A presidenta do Cpers, Rosane Zan, disse que o caixão simbolizava o encerramento de políticas que afetaram a educação pública e os servidores nas últimas gestões.
"Nós vamos enterrar o governo Leite, PSDB e sua base aliada", afirmou Rosane Zan durante a manifestação.
A secretária-geral Suzana Lauermann afirmou que são "12 anos de ataque" à categoria, atingindo docentes, funcionários, aposentados e mulheres; criticou o "fake 14º salário".
Sandra Beatriz Silveira denunciou a "ditadura das planilhas" nas escolas e afirmou que as PPPs representam a morte das parcerias públicas na educação.
Amarildo Cenci, presidente da CUT, ligou a mobilização ao calendário eleitoral: "Temos 43 dias para decidir quem vai governar o Rio Grande do Sul e 43 dias para quem vai governar o Brasil".
Representantes de núcleos regionais também participaram: Mari Andreia (Núcleo 11, Cruz Alta), Sandra Santos (Núcleo 18, Santa Cruz do Sul) e Marino Simon (Núcleo 35, Três de Maio), que cobraram posicionamento dos parlamentares.
21 — data do ato, em Porto Alegre
12 anos — período citado por Lauermann de políticas que afetaram a categoria
43 dias — prazo citado por Amarildo Cenci até as eleições