Crise no STF divide candidatos ao Piratini sobre afastamento de Alexandre de Moraes

A crise no Supremo Tribunal Federal entrou na campanha pelo governo do Rio Grande do Sul. Consultados pelo Correio do Povo, os quatro candidatos defenderam uma investigação rigorosa sobre os fatos envolvendo ministros da Corte e o caso Banco Master. A principal divergência está no afastamento imediato de Alexandre de Moraes.
Luciano Zucco (PL) classificou as acusações contra Moraes como gravíssimas e afirmou que o ministro deve deixar o cargo enquanto os fatos são investigados. O candidato também informou ter assinado o pedido de criação da CPI do Banco Master e acusou o governo Lula de exercer influência política sobre setores da Polícia Federal.
Marcelo Maranata (PSDB) também defendeu o afastamento imediato de Moraes. Segundo ele, a medida é necessária para permitir uma investigação profunda e eventual punição, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Gabriel Souza (MDB) disse estar estarrecido com a dimensão das revelações. Ele cobrou uma apuração independente, sem proteção ou seletividade por cargo, partido ou ideologia, e aproveitou para defender que o Estado fique distante da polarização nacional.
Juliana Brizola (PDT) afirmou que as investigações devem avançar com independência, transparência e respeito aos ritos jurídicos. Para ela, a confiança nas instituições depende de isonomia e do mesmo rigor para qualquer autoridade pública.