Defesa da jornada 5x2 pede fim da escala 6x1 para milhões de mulheres
Silvana Conti coloca a Câmara dos Deputados diante da decisão que afeta tempo de trabalho e vida de trabalhadoras.

Mulheres pedem jornada 5x2 sem redução salarial e o fim da escala 6x1 para milhões de trabalhadoras.
A proposta tramita na Câmara dos Deputados e alcança diretamente a vida de milhões de trabalhadoras brasileiras.
Silvana Conti, doutoranda em Educação e vice-presidenta da UBM BRASIL, defende que trabalhar menos sem ganhar menos é "uma conquista civilizatória".
O texto cita mulheres indígenas, mulheres negras, trabalhadoras do campo e da cidade, quilombolas, ribeirinhas, camponesas, periféricas, mulheres LBTs, mulheres com deficiência, jovens e idosas como beneficiárias da jornada 5x2.
O debate relaciona redução da jornada a tempo para descanso, cuidado, estudo, participação política e produção cultural, segundo o texto assinado por Silvana Conti.
O artigo afirma que os governos Lula ampliaram participação popular, fortaleceram políticas sociais e reconheceram direitos de movimentos sociais, LGBTQIA+, mulheres e população negra.
O autoral lembra que, em 2026, estão em disputa projetos de país, e que a reeleição do presidente Lula abrirá um novo tempo político de reconstrução democrática.
"Trabalhar menos, sem ganhar menos, é uma conquista civilizatória", disse Silvana Conti em seu texto.
A próxima decisão cabe à Câmara dos Deputados, que precisa votar a mudança na jornada.