Desemprego caiu a 5,6% em 2025; renda média recorde de R$ 3.560
Pobreza e extrema pobreza recuaram entre 2022 e 2024; políticas de salário mínimo e expansão de educação e saúde entram no debate sobre o papel do Estado.

Taxa média de desocupação caiu de 9,6% em 2022 para 5,6% em 2025; rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.560 em 2025, ambos recordes da série.
A pobreza recuou de 31,6% em 2022 para 23,1% em 2024; a extrema pobreza caiu de 5,9% para 3,5% no mesmo período.
Jair Bolsonaro governou entre 2019 e 2022, período que inclui a pandemia de Covid‑19, que provocou mortes, paralisou atividades e ampliou a pobreza.
A política permanente de valorização do salário mínimo foi restabelecida por lei em 28 de agosto de 2023, combinando INPC e crescimento real do PIB de dois anos anteriores; depois, o ganho real passou a observar o limite do arcabouço fiscal.
Na educação profissional, a expansão da Rede Federal prevê mais de 100 novos campi, investimento de R$ 2,7 bilhões e capacidade para mais de 155 mil novas vagas; nas universidades federais, há dez novos campi e investimentos para retomada de obras.
No SUS, o programa Mais Médicos chegou a 27,4 mil profissionais em 2025, crescimento de 97% em relação a 2022, com 60% atuando em municípios de média a altíssima vulnerabilidade.
Esses avanços não eliminam filas, desigualdades regionais e necessidades de custeio nas instituições; a defesa do Estado, diz a matéria, passa por discutir como enfrentar essas deficiências.
A discussão sobre trabalho e renda amplia-se para quem controla o petróleo, minerais estratégicos e tecnologia; a segunda parte da reportagem tratará desse tema.