Dinamarca propõe proibir celulares nas escolas após queda histórica no PISA
Primeira‑ministra Mette Frederiksen apresentou a proposta nesta quinta (10); medida espelha a Lei 15.100/2025, do deputado Alceu Moreira.

A Dinamarca anunciou nesta quinta‑feira (10) a proposta de proibição nacional de celulares durante o horário escolar, incluindo salas de aula, pátios e intervalos.
A medida surge após o PISA 2025 mostrar queda histórica no desempenho dos estudantes dinamarqueses: leitura 460, matemática 471, ciências 478.
Mette Frederiksen apresentou a proposta e afirmou que os resultados do PISA são “profundamente preocupantes”, defendendo fortalecer a escola, a autoridade dos professores e a tranquilidade em sala de aula.
A regra deverá alcançar alunos desde os primeiros anos do ensino fundamental até o final do ensino médio, cobrindo aulas, recreios e intervalos.
Entre 2015 e 2025, a perda acumulada equivale a quase dois anos de aprendizagem em leitura e matemática, e cerca de um ano em ciências, pela referência da OCDE (≈20 pontos ≈ um ano).
A Dinamarca já vinha avançando: em setembro de 2025 partidos da maioria parlamentar fecharam acordo para escolas públicas livres de celulares, com exceções justificadas.
No Brasil, o deputado Alceu Moreira (MDB‑RS) apresentou o PL 104/2015, que deu origem à Lei 15.100/2025, que restringe aparelhos pessoais durante aulas, recreios e intervalos.
A lei brasileira prevê exceções para saúde, acessibilidade, inclusão, direitos fundamentais e atividades pedagógicas autorizadas por profissionais de educação.
Um balanço de 2026 mostrou que 92% das escolas consultadas no Brasil implementaram a restrição; 95% dos gestores notaram aumento da socialização presencial; 88% relataram redução de conflitos e cyberbullying.
O PISA 2025 também registrou mudança nas regras escolares sobre celulares: no Brasil, escolas com proibição passaram de 37% em 2022 para 81% em 2025; média OCDE subiu de 34% para 49%.
O estudo encontrou correlação entre distração por dispositivos digitais e desempenho inferior em ciências entre estudantes brasileiros, sem permitir concluir causalidade.
Próximo passo: o governo dinamarquês pretende transformar a proposta apresentada por Frederiksen em proibição nacional formal, abrangendo todas as escolas públicas.