Edegar Pretto termina mais uma eleição sem mandato e futuro depende de Lula
Após abrir mão da candidatura ao Piratini para ser vice de Juliana, petista ainda não sabe o que fará em 2027 e aposta na reeleição de Lula

Edegar Pretto (PT) abriu mão do projeto de disputar o Palácio Piratini em nome da estratégia nacional do partido. Meses depois, a conta política chegou. A chapa com Juliana Brizola (PDT) ficou fora do segundo turno e Pretto termina 2026 sem mandato e sem saber o que fará no próximo ano.
Conforme publicou a colunista Rosane de Oliveira, de GZH, a prioridade do petista agora é trabalhar pela reeleição do presidente Lula até 25 de outubro. E há uma razão política importante para isso. Caso Lula seja reeleito, Pretto e Paulo Pimenta aparecem entre os primeiros nomes do PT gaúcho na fila por um espaço em Brasília.
O roteiro chama atenção porque Pretto começou 2026 querendo ser governador. Em abril, chegou a afirmar que havia se preparado para disputar o Piratini e descartava ser vice de Juliana.
A direção nacional do PT, porém, pressionou pela aliança com o PDT. Pretto recuou, abandonou a cabeça de chapa e acabou aceitando justamente a vaga de vice que havia descartado.
Agora, depois de abrir mão do próprio projeto estadual para atender à estratégia nacional, seu próximo capítulo político também pode depender de Brasília.
Em resumo, Pretto entrou em 2026 querendo governar o Rio Grande do Sul. Termina a eleição trabalhando para Lula e esperando para descobrir onde estará em 2027.