Estudo do governo reúne indicadores 2015–2025 sobre pobreza e riscos no RS
Caderno do DEE/SPGG mostra 1,7% de extrema pobreza em 2025 e detalha CadÚnico, acesso à internet e impacto das enchentes de 2024.

Estudo do DEE/SPGG reúne indicadores 2015–2025 sobre pobreza, proteção social, conectividade e desastres no Rio Grande do Sul.
A proporção da população gaúcha em extrema pobreza foi de 1,7% em 2025; sem transferências sociais esse percentual subiria para 4,5% — no Brasil, os valores foram 4,3% e 10,7% respectivamente em 2025.
O Caderno ODS “Erradicação da pobreza: o ODS 1 no Rio Grande do Sul – 2015-2025” foi elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão; autor: Felipe Nathan Ferreira dos Santos; revisão técnica: Raul Luís Assumpção Bastos.
Pela linha nacional de até R$ 218 mensais, o percentual no RS caiu de 1,8% em 2015 para 1,4% em 2024; na faixa entre 1/4 e 1/2 salário mínimo, passou de 12,9% para 9% no mesmo período.
No CadÚnico de 2025, mulheres eram 57,6% dos cadastrados; 76,1% declararam-se brancos e 23% pretos e pardos (ante 19% em 2015).
A participação de pessoas com deficiência nos cadastrados subiu de 3,9% em 2015 para 12,8% em 2025; no Brasil, o indicador passou de 2,4% para 8,1% no mesmo período.
Em 2025, a extrema pobreza foi de 1,8% entre mulheres e 1,6% entre homens; por cor/raça, 2,2% entre pretos e pardos e 1,6% entre brancos.
Em 2025, a taxa de extrema pobreza foi de 1,2% na área rural e de 1,8% na área urbana — até 2020 os rurais tinham maior incidência.
Em 2025, 77,1% da população ocupada de 14 anos ou mais no RS contribuía para instituto de previdência; no Brasil, o percentual era 65,6%.
Entre domicílios com beneficiários do Bolsa Família no RS, cerca de dois terços tinham esgotamento por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede em 2025.
O uso da internet atingiu 97,1% dos domicílios gaúchos em 2025, ante 78,8% em 2016.
No indicador que soma mortes, desaparecidos e pessoas diretamente afetadas por desastres, o RS registrou 7.220,2 por 100 mil habitantes em 2024, relacionado às enchentes de maio de 2024.
Dados do IBGE reunidos no estudo apontam que 478 dos 497 municípios foram afetados; aproximadamente 2,4 milhões de pessoas foram diretamente afetadas; 183 mortes, 27 desaparecimentos, 806 feridos, cerca de 146 mil desalojados e mais de 50 mil desabrigados.
A proporção de governos municipais do RS com estratégias locais de redução de risco de desastres subiu de 23,1% em 2013 para 56,7% em 2020; no Brasil, de 23,1% para 47%.