Fazenda: reajuste do Bolsa Família deve impulsionar a economia em 2027
Secretária Débora Freire diz que aumento terá efeito parcial em 2026 e mais forte em 2027, quando valerá o ano todo

O reajuste do Bolsa Família deve contribuir positivamente para a atividade econômica, disse Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
O impacto tende a ser maior em 2027 porque os novos valores começarão a ser pagos na folha de outubro de 2026 e estarão presentes durante todo o ano seguinte.
A previsão de crescimento do PIB foi reduzida pela Secretaria de Política Econômica: para 2026 passou de 2,3% para 2% e para 2027 de 2,5% para 2,3% — essas projeções ainda não incorporam o efeito do reajuste.
O principal mecanismo apontado é o consumo: o aumento do benefício amplia a renda disponível das famílias do Bolsa Família, que devem gastar parte do adicional em alimentos, remédios, roupas e serviços, movimentando comércio e setores dependentes da demanda familiar.
O piso por família subiu de R$ 600 para R$ 691; o valor por integrante também foi atualizado, e o pagamento seguirá o calendário do Bolsa Família conforme o final do NIS.
Débora Freire afirmou que o reajuste não conflita com a política monetária no momento, porque a economia está em desaceleração enquanto há trajetória de flexibilização dos juros.
Quem já recebe o programa não precisa pedir o reajuste: a atualização será aplicada automaticamente na folha de outubro de 2026 conforme as regras e dados do programa.
As próximas revisões das projeções do PIB poderão incorporar os efeitos dos pagamentos reajustados e do comportamento da economia após a implementação.