FMI projeta dívida pública do Brasil em 100% do PIB em 2027
FMI vê trajetória de alta: de 93,3% em 2025 para 106,5% em 2031; Banco Central registra 81,9% em jun/2026 por metodologia própria

FMI projeta que a dívida bruta do governo geral chegará a 100% do PIB em 2027.
A projeção do FMI aponta 93,3% do PIB em 2025, 96,5% em 2026, 100% em 2027 e 106,5% em 2031, mostrando trajetória de alta.
O Banco Central registra DBGG de 81,9% do PIB em junho de 2026 (R$ 10,8 trilhões) e 78,6% em dezembro de 2025, usando metodologia brasileira que inclui governo federal, INSS, estados e municípios.
A Dívida Pública Federal foi de R$ 9,268 trilhões em junho de 2026; esse valor já está, em grande parte, dentro da DBGG e não deve ser somado a ela.
O crescimento da dívida reflete três fatores citados: déficit primário insuficiente, juros elevados e crescimento econômico limitado; o setor público consolidado acumulava déficit primário de R$ 157,2 bilhões em 12 meses até junho de 2026 (1,19% do PIB).
No acumulado de 12 meses até junho de 2026 o déficit nominal atingiu R$ 1,318 trilhão (9,99% do PIB) e os juros nominais chegaram a R$ 1,160 trilhão (8,8% do PIB); a Selic estava em 15% ao ano, mantida pelo Comitê de Política Monetária.
O FMI usa metodologia internacional que considera um conjunto mais amplo de obrigações; o Banco Central usa metodologia nacional, por isso as séries não são diretamente comparáveis.
O risco apontado é o efeito "bola de neve": quando juros reais superam o crescimento real, a relação dívida/PIB aumenta e exige superávit primário maior para estabilizar a trajetória.