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Futebol e política não se misturam? A arquibancada conta outra história

Grêmio e Inter mostram que a política já entrou de vez em campo

Por Redação POLITICA.RS16 de set. de 2026 · 12h573 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Futebol e política não se misturam? A arquibancada conta outra história
Imagem: Politica News

Muitos dizem que futebol e política não se misturam. Mas basta olhar para as arquibancadas gaúchas para perceber que essa separação nunca foi tão simples.

Nossa postagem mostrando torcedores do Grêmio usando máscaras de Jair Bolsonaro recebeu diversas críticas justamente por levar política para o ambiente do futebol.

Só que existem outros exemplos dessa mistura.

A Guarda Popular, torcida organizada do Internacional com núcleo em Alvorada, declarou apoio à pré-candidatura do ministro Paulo Pimenta ao Senado Federal.

E no próprio universo gremista existe um caso ainda mais emblemático. Juliano Franczak construiu sua identidade pública como Gaúcho da Geral, personagem diretamente ligado às arquibancadas e à torcida do Grêmio. A projeção conquistada nesse ambiente atravessou os portões do estádio e chegou à política institucional.

Franczak foi eleito deputado estadual em 2018 e reeleito em 2022. Agora, em 2026, disputa novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa, desta vez pelo Progressistas, usando justamente o nome Gaúcho da Geral na urna.

Ou seja, arquibancada, futebol e política já se encontram há muito tempo.

A questão não é fingir que essa mistura não existe. É saber se o incômodo será o mesmo quando a manifestação política vier do time rival.